Urbanismo

Urbanismo é o estudo sistematizado e interdisciplinar da cidade e da questão urbana, e que inclui o conjunto de medidas técnicas, administrativas econômicas e sociais necessárias ao desenvolvimento racional e humanos delas (Aurélio).

 

Região do Iguatemi, em Salvador, com seu moderno Metrô. O local era praticamente deserto nos anos '70. A Cidade com quase meio milênio de idade é, hoje, um grande exemplo de reestruturação urbana e volta a ser uma das mais prósperas do País.

Construída de forma planejada, em 1549, para ser a primeira capital do Brasil, a Cidade do Salvador era a segunda maior do Império Português, atrás apenas de Lisboa, e uma das mais importantes da América, até o início do século 19. Era admirada por sua beleza, mas tornou-se decadente na metade do século 20.

Nos anos '60 e '70, grandes avenidas foram construídas na cidade, interligando os bairros. A maioria dos órgão públicos foram deslocados para um novo e moderno Centro Administrativo (CAB), afastado da aglomeração urbana. A rodoviária foi transferida para o centro da península (à esquerda, na foto) junto com a inauguração do primeiro grande shopping da cidade e um complexo empresarial. Na época, estavam no meio do nada, agora, é uma das áreas mais movimentadas da capital baiana.

Salvador é hoje uma cidade descentralizada. Não existe um centro propriamente dito. O antigo centro tornou-se Centro Histórico, com muitos museus e instituições culturais. O Pelourinho, um patrimônio da humanidade, foi restaurado e revitalizado.

 

 

Brasília, a cidade do futuro nos anos '60. Considerada exemplo de modernidade, em todo o mundo, quando foi inaugurada. Também, patrimônio cultural da humanidade. Seu plano urbanístico, desenvolvido pelo arquiteto Lúcio Costa (1902-1998) e apresentado em 1957, refletia a mentalidade da época, quando as cidades buscavam espaço para o automóvel.

Ela transformou-se numa grande metrópole, com 3 milhões de habitantes (2019), e sofre hoje com alguns problemas inerentes às grandes cidades. Após cerca de 60 anos de seu planejamento inicial, é necessário adaptar-se às novas dinâmicas e aos novos conceitos, mas Brasília sempre estará presente na história do urbanismo mundial.

 

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Acima, a Praça Castro Alves, em Salvador, no tempo dos bondes. Os poucos carros estacionados não incomodavam. Embaixo, a mesma Praça nos anos '60, tomada pelos carros. Tem uma grande ironia nessa história. Em seu poema O Povo ao Poder, Castro Alves escreveu: A praça é do povo / Como o céu é do condor. Mas, na segunda metade do século 20, muitas praças eram dos carros. Por volta de 1980, a Praça Castro Alves ganhou um calçadão, para retorná-la ao povo (foto mais embaixo).

 

Castro Alves praça

 

 

Carro na Contramão

A quantidade de carros só aumenta, com ela, a necessidade de mais investimento em estradas e controle do trânsito. Os engarrafamentos furtam o tempo útil e estressam os trabalhadores. Reduzem o espaço do pedestre.

Carro custa caro e tem vida útil inferior a dez anos, o que significa um mau investimento no longo prazo. É verdade, entretanto, que, em muitos casos, ter carro é bom demais. Melhor ainda é ter transporte público eficiente e de baixo custo para os usuários.

Se der, vá andando, se puder, vá de bicicleta. Aproveite e ganhe boa forma.

 

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Praça Castro Alves

 

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Castro Alves antiga

 

Parque em Hamburgo. A segunda maior cidade alemã abriga um dos maiores portos do mundo, muita área verde e um complexo sistema de transporte, mas valoriza o uso de bicicletas.

 

Praça Castro Alves em 2003

 

Bonito é chegar no trabalho de bicicleta. Deixe seu carrão em casa para levar a família à praia aos domingos.

Carros no trânsito das grandes cidades aumentam o stress, seu custo de vida, o investimento na malha viária, causam acidentes e poluem o ar. Engarrafamentos roubam seu tempo. Chegue na escola ou no trabalho em boa forma. Vá de bicicleta.

 

Arquitetura

 

Manhattan, em Nova York. A maior concentração de espigões no mundo. Uma tendência no início do século 20. Hoje, um modelo esgotado. A grande concentração de prédios altos requer elevados investimentos em infraestrutura urbana. Congestionamentos são inevitáveis, na prática.

Novas tecnologias como a Internet, telefonia móvel, energia solar e outras, permitem a descentralização, com desenvolvimento sustentável e qualidade de vida.

 

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Manhattan

 

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Restaurante e bar ao ar livre no verão de Estocolmo, Suécia.

 

 

 

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